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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O ESGOTAMENTO DAS NOVAS IDÉIAS

Sem técnico há mais de 20 dias o INTER demonstra a falta de convicção da Gestão


Quando o associado colorado votou no Sr. Giovanne Luigi para Presidente do Internacional, votou num discurso de feitos passados, e aí estava o grupo do Pedro Affatato, e um discurso futuro de profissionalização do futebol e de grandes conquistas em campo.

Foi-lhe vendida a idéia de que esta gestão, então eleita, teria como tornar nosso passado pequeno diante das dimensões das conquistas futuras que seriam construídas.

No entanto, passados sete meses de gestão, vê-se que o associado foi ludibriado, pois nem sequer voltamos às conquistas do passado e muito menos vislumbramos conquistas num futuro próximo.

O torcedor e em especial o associado esperava que a direção soubesse gerir as idéias expostas quando da eleição – profissionalismo na gestão do futebol, um time vitorioso e que não precisasse vender seus craques para tapar buracos de má gestão financeira, que na prática é o que tem ocorrido.

Porém o que se percebe, é que ao retornar Wilson Mathias ao time, pagar três treinadores simultaneamente, esta direção mostrou-se boa de discurso e péssima em gestar as práticas necessárias para implementá-lo.

Sempre lembrando que a gestão de um projeto consiste: em saber-se onde se está, onde se quer chegar e a capacidade de produzir ações que nos conduzam ao objetivo. Desconfio que esta Direção não entendeu nenhuma das três etapas. Como se diz no jargão popular – não sabe porque ganhou e muito menos porque perdeu.

Nesta hora, nos cabe – a função de torcedor – torcer que apareça uma luz sei lá de onde e mostre a direção do Internacional o caminho do futuro, no mínimo neste ano e meio que nos resta, para que ações sejam construídas, adequadas a grandeza do clube e das conquistas do time.



Claudio Borba
Secretário-Geral do Movimento MAIS INTER

terça-feira, 19 de julho de 2011

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO INTER?

A Conquista do Gauchão na azenha, foi o unico lampejo
de futebol vitorioso da gestão de Luigi



Nas últimas horas o nosso COLORADO atingido por uma série de acontecimentos que sacudiram a cena política e evidenciaram que a atual administração está rachada e que o presidente Giovanni Luigi está cada vez mais isolado (leia AQUI a entrevista de Siegmann chamando Luigi de "lento" e que "não trocavam idéias").

Na eleição passada houve um racha da situação que redundou na candidatura de Pedro Afatato para presidente, o MAIS INTER apoiou Afatato para presidente, mas os sócios entenderam que o melhor caminho seria Luigi, que prometia profissionalizar o clube e manter o futebol vencedor, sob o slogan “Luigi para manter o INTER grande e CAMPEÃO” (veja AQUI as promessas de Luigi).

Tão logo foi eleito o presidente Luigi anunciou Aod Cunha para a função de CEO (o grupo liderado por Afatato era o responsável pela vice-presidência de administração na gestão Piffero).

Assim que assumiu o cargo de CEO, sob os aplausos de outros grupos que se diziam de oposição, Aod propôs a troca do modelo de gestão da obra de reforma do Beira-Rio (leia AQUI), afirmando que a parceria seria o único caminho viável (importante lembrar que o próprio Afatato, junto com Emídio Ferreira cuidavam das questões da obra).

Poucos meses depois foi demitido “Por não ter o perfil desejado pelo INTER” segundo informou o vice-Presidente eleito Dannie Dubin, se não tinha o perfil, como pode ser responsável por decisão tão importante??? (leia AQUI o que disse Dubin em seu twitter).

O que aconteceu não foi a profissionalização do INTER e sim a contratação de profissionais para mascarar o isolamento do Presidente Luigi e de seu grupo o INTER GRANDE, situação esta escancarada pelo demissionário vice de Futebol, Roberto Siegmann

Enquanto o presidente demite o ídolo Falcão o mediano lateral Nei diz que “está se lixando pro torcedor (sócio)”, o que demonstra uma total falta de comando no INTER, muito perigosa. Mas tudo que se se lê e ouve nos últimos dias é que o INTER deve vender o Damião e assinar com uma empreitera para que esta seja dona por 20 anos de parte do Beira-Rio ( você pode ver AQUI e AQUI), ou seja, a prioridade não são os títulos ou o futebol campeão.

Afinal O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO INTER??? O que está acontecendo no vestiário, na administração no clube, afinal o que pretendem os dirigentes???

Por fim fica a pergunta, ESSE É O INTER GRANDE E CAMPEÃO PROMETIDO NA ELEIÇÃO???


André Flores
Coordenador do MAIS INTER
Sócio do INTER

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A ÉPOCA DO VALE TUDO

Vamos concordar que a Direção de um clube de futebol é diferente dos executivos municipais, estaduais e federal. Mesmo que um clube da grandeza do Internacional, partindo do privado transite pelo público.

Digo isso, pois, sou daqueles que entendem que os orçamentos e as promessas de campanha num clube de futebol, onde o público eleitor é o associado, devem ser prá valer. Tá bem, as vezes situações externas desfavoráveis obrigam um reorientação do compromissado, mas quando as condições externas são favoráveis, é difícil entender o não cumprimento do pactuado com o associado quando foi eleito.

Pois, recordo ter ouvido da gestão que nos últimos anos administra o clube, que no momento que o Internacional atingisse a marca de 100 mil sócios, estaríamos livres da necessidade de vendermos nossos craques, ou melhor aspirantes a craque, visto que mal saem da forma, vão embora encantar torcedores de outras plagas. Pois, no ano que o Inter atingiu 100 mil sócios, vendemos 6 (seis) jogadores titulares. Mentiram ao associado, para conquistar a eleição?

O orçamento do Internacional para este ano relata a necessidade de R$ 22 mi, com a venda de atletas para fechar a conta. Mentiram ao associado, para conquistar a eleição?

Será que também no clube estamos vivendo a época do vale-tudo para se chegar e manter-se no poder?

Claudio Borba
Secretário-Geral do Mais Inter

terça-feira, 12 de julho de 2011

A DEMOCRACIA COLORADA – III (A Cláusula de barreira)

Apuração das eleições, o INTER é referência em Democracia para todos clubes do Brasil


Estamos voltando ao assunto. Até porque, Democracia nunca é demais (ja tratamos do processo eleitoral AQUI e AQUI).

Nosso “foco” hoje é a cláusula de barreira. O que vem a ser, afinal?

As eleições para o Conselho Deliberativo do Clube estão centradas no princípio da proporcionalidade. O Conselho Deliberativo é composto de 300 Conselheiros, eleitos assim: de dois em anos, 150 Conselheiros, para um mandato de quatro anos.

O critério das eleições é o da proporção. Assim, do total de inscritos numa chapa serão eleitos, pela ordem de inscrição, na proporção de votos obtidos por sua chapa na eleição. Exemplo: uma chapa que obtiver na eleição 30% dos votos válidos elegerá os seus primeiros 45 inscritos, já que o total de vagas a preencher, por eleição, é 150. Poder-se-ia imaginar, então, já que o princípio é o da proporção, que uma chapa que obtivesse 8% (oito por cento) elegeria os seus primeiros 12 candidatos inscritos. Entretanto não é assim.

Lamentavelmente, o art. 15, § 2º, III, dos Estatutos Sociais do Inter, fixa em quinze cento (15%) do total dos votos válidos, o percentual mínimo a ser alcançado pelas chapas disputantes nas eleições para o referido Conselho. Então, aquela chapa que fez, imaginemos oito mil (8%) votos de um total de 100 mil votos, não terá representante porque não atingiu a cláusula de barreira de 15%. A vontade desses oito mil eleitores, então, irá para o ralo, para a vala comum, e serão destinados, em novos cálculos, proporcionalmente, às chapas que tiverem ultrapassado a cláusula de barreira.

Você acha justo, isso? Está na linha da chamada “Democracia Colorada”?
Nós, do MaisInter achamos que não. Brevemente, vamos explicar o porquê.

João Nascimento da Silva
Advogado
Integrante do MaisInter

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A DEMOCRACIA COLORADA - II

Eleições mobilizam os sócios, mas o sistema precisa ser aperfeiçoado

Há poucos dias escrevi, AQUI, uma pequena reflexão sobre as imensas dificuldades de um Associado Coloradodisputar as eleições majoritárias do Clube. Disse, em síntese, que sómente os que tenham exercido mandato no Con...selho Deliberativo é que podem ensaiar-se à essas disputas e, ainda assim, só depois de conseguir ao redor de 85 votos na primeira eleição, no Conselho, que seleciona os dois mais votados, a partir dessa mínima votação.

Agora, chegar ao Conselho Deliberativo do Clube é impensável a qualquer associado que não integre um dos Grupos de opinião que vivenciam o Clube.
O atual sistema de eleição ao Conselho Deliberativo está posto para perpetuar no Poder o Grupo que atualmentel dirigie o Inter. Não é à toa, que o Grupo de Mandatários, hoje dividido, alimentava um projeto para nada menos do que 20 anos. Era fácil saber quem seria o sucessor de Pífero. Por óbvio, o seu vice-presidente. Entretando, disputas internas fracionaram o então Grupo hegemônico. Restaram numa linha de oposição complacente o próprio Pífero e seus Vice-Presidentes. E a liderança de quem englobou como sua, com exclusividade, todas as lutas do Clube, desde a sua fundação, passando pelo Gigante, pelo Campeonato Nacional invicto, fez de Giovani Luigi o seu candidato. E venceu. Largamente. Vencer não lhe foi difícil.

A dificuldade está em administrar o Inter, com os olhos postos no futuro. Modernamente, com mecanismos rígidos de controle dos gastos e com indispensável eficência. Quando falo em mecanismos de controle de gastos estou a pensar nessa verdadeira "farra de contratações" (com o dinheiro do associado) de atletas que sequer chegam jogar 4 ou 5 partidas, por suas qualidades duvidosas.

Houve até um que de tão "espetacular" parecia, pelos ditos, ultrapassar as qualidades do Rei eterno, Pelé. Chegou-se a um número tão grande de "novos contratados", que, juntamente com os da casa, dava para disputar no mínimo 5 campeonatos simultâneos.Sem chegar em nenhum, é claro. Essa política perdulária, que mais parece servir a "empresários do esporte" do que ao Clube, deve merecer uma forte reflexão dentro do Conselho Deliberativo.

Nosso Grupo MAIS INTER comprometido com idéias estratégicas de desenvolvimento, com apenas 7 Conselheiros, tem feito a sua parte. Votamos contra o último balanço porque há despesas elevadíssimas sem comprovação convincente.

É preciso transparência. Clareza. Sincederidade.

Não duvidamos da integridade moral de ninguém e de nenhum de nossos dirigentes ou ex-dirigentes. Temos-lhes respeito e apreço. Mas isso não é salvo-conduto para isentar as administrações de uma postura crítica, respeitosa, firme e condundente, se preciso for.

É no Conselho Deliberativo, onde é quase impensável chegar, que este debate deve ser travado.

Na próxima, voltarei a falar sobre a necessidade de eliminar a cláusula de barreira para às eleições ao Conselho, ou seja, chegar á Democracia efetiva, verdadeira, participativa, que todos queremos.

Enquanto isto, vamos curtir as últimas apresentações do nosso time, que nos encheu de alegria.

João Nascimento da Silva
Integrante do MAIS INTER
Advogado
Sócio do S. C. Internacional
Campeão Mundial Oficial FIFA.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE GIOVANNI LUIGI


Prezado Sr.
Presidente Giovanni Luigi.


O Movimento Mais Inter, independente de representação perante o Conselho de Ética, através de seus Conselheiros e demais integrantes e ainda em nome de 1348 sócios cadastrados em seu grupo, e de todos os demais sócios e torcedores que lhe apóiam, em especial solidariedade ao grupo União Colorada, encarece a V.Sa., que na condição de autoridade maior do Sport Club Internacional adote medida administrativa, inadiável e salutar de afastar do Cargo de Vice de Futebol, o Sr. Roberto Siegmann ( com dois enes, pois um é pouco).

Referida reivindicação, prende-se ao fato, desse cidadão não atender as exigências mínimas da função, que a rigor ainda não exerceu, sendo que nas ocasiões que tentou, o fez de forma muito infeliz. Acresça-se ainda, o teor e tom agressivos de suas reiteradas manifestações, cujo único resultado é conturbar o ambiente do clube, do vestiário à arquibancada.

Pelos excessos em seus pronunciamentos, lhe foi imposta pela Federação Gaúcha uma suspensão de 35 dias, que ressalvada discussão legal, não logrou lhe impedir que prosseguisse vociferando no mesmo diapasão.

O "gran ¨finale"não tardou a se consumar. Em recente e desastrada entrevista, tachou colorados da oposicão como "secadores"¨, em particular os derrotados na recente eleição, contingente esse, de ilustres colorados, de brilhante e notória contribuição no crescimento do Internacional, em diversas áreas, especialmente no patrimônio, nas pessoas do então candidato Pedro Afatato e seu assessor Emídio Ferreira.

Sr. Presidente, diante desses fatos elencados, em prol da pacificação do clube e para que o treinador Paulo Roberto Falcão consiga tranquilidade para trabalhar, urge a correção do evidente erro, determinando por conseguinte, o afastamento do Vice de Futebol, que se transformou numa usina de crises.

Por derradeiro, Sr.Presidente Giovanni (também com dois enes), um alerta. Com a conquista do mundial as exigências aumentaram, e com elas, as responsabilidades. Portanto, não são mais admissíveis destemperos e erros de várzea no Departamento de Futebol. Basta! Basta de amadorismo.Ninguém merece isso. Aja como Presidente que é, de todos os colorados.

Cordiais cumprimentos.

Movimento MAIS INTER