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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MESMICE COLORADA

Wilson Mathias voltou ao time com Osmar Loss


Como torcedor Colorado e Conselheiro de nosso Glorioso S. C INTERNACIONAL quero falar um pouco dos modelos de técnicos nas quais estamos submetidos !

Nos últimos tempos o COLORADO não tem conseguido jogar como a torcida espera devido ao modelo de técnico a que estamos submetidos . O mais inacreditável é que nenhum dos últimos treinadores, com exceção do Falcão (que não teve tempo suficiente para implantar o seu modelo) e o Abel Braga, todos os técnicos que passaram pelo Beira Rio foram muito medrosos, que preferiam não perder do que ganhar um jogo. É fácil lembrar de situações assim com o Tite, Galo, Celso Roth, Julinho Camargo (ajudante do Falcão) e até mesmo agora com Osmar Loss .

As melhores equipes que o INTER já formou, as mais vitoriosas, cujo futebol encantava o torcedor jogava sempre ousando, com técnica, mas agressivo, jogando para cima dos adversários. São muitos os exemplos, seja o Rolo Compressor, seja a Equipe de Mineli dos anos 70 ou ainda o Super INTER do Abel, todas elas tinham o estilo de jogo que a torcida do INTER espera do nosso time.

Este perfil de treinadores covardes, que enchem o time de volantes, mesmo contra adversários fracos, não serve para liderar nosso time, não é o perfil de técnico que o torcedor COLORADO quer! O pior é que estes treinadores e suas convicções pouco audaciosas contam com o respaldo do ex-presidente Fernando Carvalho.

Na Copa Audi, por exemplo, em que não havia compromisso competitivo, no momento em que foram colocados os jovens, faltando quinze minutos, perdendo ambos os jogos, foi quando empatamos e levamos a decisão para os penaltis . No jogo diante do Milan ficou ainda mais evidente que o time rende mais quando não está tão preso a concepção defensiva.

Ontem no jogo contra o Goianense, começamos o jogo com três volantes (novamente insistindo no “espetacular” Wilson Mathias) e quando faltavam vinte minutos entrou Lucas Róggia, e já melhorou a movimentação, mas somente 43 minutos entrou João Paulo (destaque nos jogos da Alemanha), ou seja, o medo de perder era muito maior do que a ambição de vencer!

Converso com vários COLORADOS, e o sentimento é o mesmo, de que a administração de futebol que não nos levará a ponta de cima da tabela, não conseguimos nos aproximar do líder pois o time em campo não tem a ousadia que a torcida espera do nosso COLORADO.

A classificação para a Sulamericana é um prêmio de consolação muito pequeno, ainda mais para um clube como o nosso que tem uma folha salarial de R$ 6 milhões e mais de 100 mil sócios, a torcida COLORADA quer uma América TRIVERMELHA e para isso precisamos que nosso time renda tudo que se espera dele ainda esse ano, não podemos esperar que apareça algum jogador iluminado e sim uma direção de futebol, incluindo o treinador, com melhores ambições !


Geraldo Almeida
Conselheiro do INTER
Integrante do MAIS INTER

quinta-feira, 28 de julho de 2011

FILOSOFIA DE FUTEBOL

O INTER teve muita dificuldade de conter o toque de bola do barcelona




Escrevo esse texto logo após o nosso jogo contra o Barcelona onde tivemos a oportunidade de ver um futebol produtivo e de toques objetivos do nosso adversário, mesmo com jogadores reservas eles tiveram 70% de posse de bola no 1º tempo. (Veja AQUI e AQUI o que disse Tinga)


Há muitos anos acompanho o Inter e observo que os profissionais e dirigentes falam que esta filosofia de futebol é praticada desde as categorias de base.

Mas seria isto, verdade ?

Seria possível esta prática se o nosso clube troca treinadores com tanta freqüência?
Sou sempre indagado por torcedores e amigos que me perguntam quais as funções dos diversos profissionais que compõe a comissão técnica.

Sabemos que os médicos, preparadores físicos, fisioterapeutas tem suas funções claras e bem definidas. Mas o treinador só vem para escalar e definir uma tática a cada jogo ? E o treinador de goleiros, só treina os profissionais ? E os outros auxiliares do técnico o que fazem?

Entre suas funções não seria de treinar fundamentos? E em todos os jogos o que vemos é o Nei cruzar torto e o Ginazu não saber chutar, entre outros exemplos. Não se trata de crucificar este ou aquele atleta, meu ponto é como pode um time profissional erras coisas tão fundamentais como cobranças de escanteio, cruzamentos ou chutes a gol.

Observamos as categorias de base conquistando títulos a toda hora, mas quando necessitamos laterais, direito e esquerdo, temos que contratar a peso de ouro, jogadores que nem sempre dão a resposta esperada.

Muitas vezes temos o jogador e o técnico dos profissionais não utiliza, não sei se por não conhecer ou porque o atleta que foi contratado com parceria de empresário, mas é fato que não temos utilizados nossas categorias de base para fornecer laterais ou volantes ao time.

Outro exemplo é o Muriel, estava esperando oportunidade por pelo menos 2 anos e nossos técnicos insistindo com Lauro e Renan que vinham falhando constantemente.

O movimento MAIS INTER, em sua “Carta Aberta aos Associados do Inter” recentemente enviada, já manifestou seu descontentamento com o descontrole administrativo verificado no Clube, evidenciando a falta de convicção e de unidade dos dirigentes, visível em todas as áreas e agora também no futebol profissional.

Neste confronto com o Barcelona, pudemos ter mais uma comprovação desta afirmação e ainda lamentamos que os dirigentes ficaram felizes com o resultado no jogo e só insatisfeitos com os pênaltis. Nem se preocuparam com o passeio que nosso time levou no 1º tempo. Só lembraram do poder de reação depois de estar perdendo duas vezes.

Esperamos que a direção encontre um rumo onde possa instituir uma filosofia de futebol, que o time jogue da mesma forma competitiva desde as categoria de base até os profissionais, que possa nos dar condições de ter algo parecido com estes grandes clubes do futebol mundial. Ainda bem que um clube grande com o INTER tem oportunidade de aprender com os maiores do mundo, bem diferente da situação de clubes menores de nossa cidade.

Para encerrar, lembramos que também no futebol a palavra “PLANEJAMENTO” é chave para o sucesso. Não devemos contratar novo técnico para “apagar incêndio” e sim para ser o profissional que deva liderar um projeto desta natureza.

LUIZ FERNANDO KÜHN
Conselheiro do INTER
Integrante MAIS INTER

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A ÉPOCA DO VALE TUDO

Vamos concordar que a Direção de um clube de futebol é diferente dos executivos municipais, estaduais e federal. Mesmo que um clube da grandeza do Internacional, partindo do privado transite pelo público.

Digo isso, pois, sou daqueles que entendem que os orçamentos e as promessas de campanha num clube de futebol, onde o público eleitor é o associado, devem ser prá valer. Tá bem, as vezes situações externas desfavoráveis obrigam um reorientação do compromissado, mas quando as condições externas são favoráveis, é difícil entender o não cumprimento do pactuado com o associado quando foi eleito.

Pois, recordo ter ouvido da gestão que nos últimos anos administra o clube, que no momento que o Internacional atingisse a marca de 100 mil sócios, estaríamos livres da necessidade de vendermos nossos craques, ou melhor aspirantes a craque, visto que mal saem da forma, vão embora encantar torcedores de outras plagas. Pois, no ano que o Inter atingiu 100 mil sócios, vendemos 6 (seis) jogadores titulares. Mentiram ao associado, para conquistar a eleição?

O orçamento do Internacional para este ano relata a necessidade de R$ 22 mi, com a venda de atletas para fechar a conta. Mentiram ao associado, para conquistar a eleição?

Será que também no clube estamos vivendo a época do vale-tudo para se chegar e manter-se no poder?

Claudio Borba
Secretário-Geral do Mais Inter

terça-feira, 5 de julho de 2011

TER OU NÃO TER? EIS A QUESTÃO...

Damião ainda não demonstrou todos seus super-poderes, ainda não é momento de vende-lo



Uma pergunta se impõe: o que queremos para o INTERNACIONAL?


Queremos que seja protagonista do campeonato, ou apenas cumpra tabela?

Queremos que tenha um elenco forte com os melhores jogadores e busque a conquista de títulos, ou nos contentaremos que seja um time razoável, suficiente, apenas, para não fazer feio no campeonato?

Sou da opinião de que os bons jogadores, especialmente aqueles criados dentro do clube, não devem ser vendidos até que tenham prestado contribuição suficiente ao time em contrapartida ao investimento aplicado na sua formação.

Vejam o exemplo do Pato, que foi vendido sem ter jogado um GRENAL sequer. E o valor obtido pelo clube na ocasião não serviu para resolver muita coisa, já que o INTERNACIONAL continuou e continua endividado.

Assim como Pato, muitos outros podem ser citados, Nilmar, Daniel Carvalho, Diogo Rincón, Fábio Rochenback, Lúcio, Alex, Giuliano, Luiz Adriano, etc. Outro exemplo bem atual, o Cavenaghi que jogou muito pouco e já está sendo vendido. Ora, se era para essa finalidade, por que foi contratado? Onde está o planejamento que leva um time a ser campeão? E os jogadores que foram contratados e praticamente não vestiram a camiseta do clube, como Bustos, Eduardo Hidalgo, Marinho, Bolaños, Renato?

Sei da máxima de que “não se faz futebol sem dívida“, mas não entendo o porquê de o clube contratar jogadores além da necessidade do time. Ou de vender um jogador que vai bem, essencial à equipe, para depois ter que buscar no mercado um substituto, a peso de ouro, cuja ‘performance’ não sabemos se será à altura daquele que saiu.

Felizmente, no caso do Leandro Damião, seu contrato foi renovado.

Enfim, o INTER não pode servir a interesses outros que não ao seu, que é o de formar um time forte e sempre vencedor. Esta deve ser a cláusula pétrea do clube.

A venda e contratação de jogadores sem critérios claros e suficientes a justificar a operação, acaba com tal perspectiva.

Sabidamente, o INTERNACIONAL conta com mais de 50 jogadores no elenco principal, recebendo altos salários, muitos sem condições de fardar a camiseta do nosso querido clube.

Afinal, a quem servem estas negociações extravagantes? Ao INTER que não!

E nós, mais de 100.000 sócios, vamos deixar que esta prática continue?

Queremos ter ou não ter um time Campeão???

JOSÉ RICARDO BRASIL
Sócio
Integrante do movimento MAISINTER