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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

VOTAÇÃO NO CONSELHO DELIBERATIVO

COMO DEVE FICAR O BEIRA-RIO DEPOIS DA REFORMA



COLORADOS,


Ontem à noite o Conselho deliberativo do Inter aprovou a minuta do contrato entre o clube e a SPE.

O MAIS INTER esteve presente e votou contra esta parceria, por entendermos que essa não era a opção mais vantajosa para o nosso INTER. Como torcedores colorados e apaixonados que somos sempre prezamos pelo bem do clube, pela sua gestão austera e a serviço de todos os sócios e não sócios.

Apresentamos nosso manifesto, onde esclarecemos os diversos pontos de divergência que balizaram nossa decisão. Propusemos que os sócios pudessem assistir a reunião, mas, pela primeira vez em muitos anos, os Conselheiros favoráveis a parceria votaram contra a presença dos sócios na sessão.

Contudo, reconhecemos a decisão da maioria do conselho e por aceitar democraticamente a decisão, o Movimento MAIS INTER se prepara para atuar na fiscalização da execução deste contrato, para que de fato, tudo o que foi defendido pela atual gestão se comprove.

O MAIS INTER seguirá sua trajetória de zelo pelo interesse dos sócios e colocando o INTER acima de tudo, nunca se aproveitando de resultados de campo como argumentos, e pontuando de maneira clara e firme o que consideramos atitudes que não beneficiam os colorados e coloradas.



movimento MAIS INTER

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O MAIS INTER VOTA NÃO!




Torcedor Colorado:

Ao longo do ano, o movimento MAIS INTER tem enviado suas mensagens aos sócios tratando dos temas que dizem respeito ao nosso querido INTERNACIONAL. Agora, às vésperas da decisão do Conselho Deliberativo sobre o destino de nossa casa, o Estádio Beira-Rio, pelos próximos 20 anos, não poderia ser diferente.


Desde o mês de agosto temos questionado a Diretoria quanto ao atraso das obras; ainda no início de novembro, manifestamos nossa recomendação para que o Internacional descartasse a ideia da parceria e retomasse as obras com os recursos próprios disponíveis, ainda que a construção da cobertura fosse adiada.


Após quase sete meses de demora, finalmente a empreiteira dignou-se a enviar a versão definitiva do contrato que será apreciado pelo Conselho Deliberativo. As tratativas entre o INTER e a Andrade Gutierrez estão protegidas por uma cláusula de confidencialidade, razão pela qual nossos Conselheiros, assim como os demais, tiveram de assinar um termo de compromisso em manter o sigilo sobre as cláusulas da minuta, como condição para terem acesso à mesma.

Torcedor Colorado, tenha certeza: se essas cláusulas fossem de conhecimento público, você iria ao Beira-Rio, aos milhares, para protestar.


Já que não podemos manifestar publicamente nossa discordância com os pontos da minuta que nossos Conselheiros puderam ler, podemos ao menos manifestar a opinião do Movimento MAIS INTER sobre alguns pontos do negócio divulgados pelo próprio Presidente Giovanni Luigi em entrevista coletiva, e alguns de seus asseclas nos meios de comunicação:


Receitas atuais:


A Diretoria tem dito que nenhuma das receitas atuais do Clube será comprometida, o que não é verdade, pois a totalidade da renda obtida com os camarotes e suítes já existentes será integralmente revertido à Sociedade de Propósito Específico a ser constituída pela Andrade Gutierrez. A renda obtida com o aluguel do Beira-Rio para shows, o economato dos bares (de todos os bares do estádio e não apenas dos novos) e o contrato com uma empresa de bebidas (que pagou pela exclusividade de seus produtos) será revertido integralmente à SPE. Isto tudo sem falar na diminuição da receita obtida com o estacionamento.


Essas receitas, correntes e futuras, fazem hoje parte do orçamento do Internacional e serão comprometidas caso o Clube assine o contrato de parceria.


Receitas Novas:


A Diretoria tem dito que o Internacional terá um incremento de receita anual da ordem de R$ 20 a 50 milhões de reais após a conclusão da obra. A própria variação desses números é evidência de que tal estimativa não tem embasamento em qualquer estudo ou pesquisa específica para o caso do Beira-Rio: em outras palavras, é apenas um "chute", baseado em exemplos europeus que nada têm a ver com a realidade brasileira.


Capacidade do Estádio:


Antes de iniciadas as obras, os associados do Internacional podiam ocupar um dos cerca de 53 mil lugares do estádio. Estranhamente, os Conselheiros somente tiveram acesso ao texto da minuta do contrato, mas não aos seus anexos. Assim, não temos como confirmar a suspeita de que o espaço disponível para o associado irá diminuir para 51 mil, ou seja, menos sócios COLORADOS poderão frequentar o Beira-Rio depois de concluída a obra. Até mesmo o nome de nosso estádio será repassado a construtora.



Por essas razões - e muitas outras, de conhecimento apenas de quem leu a minuta - o movimento MAIS INTER irá votar contra a parceria com a construtora Andrade Gutierrez, pois entendemos que o contrato é prejudicial ao Internacional. Acreditamos que as obras podem e devem ser concluídas com recursos próprios.

Se nos faltam hoje os recursos necessários para completar o projeto “Gigante para Sempre” a tempo para a Copa do Mundo, podemos empregar os recursos existentes para terminar a construção do anel inferior das arquibancadas, pavimentar o entorno do Estádio e construir o edifício-garagem.

Clubes de menor torcida e capacidade de mobilização podem precisar alienar o patrimônio existente e tornar-se locatários dos próprios estádios. O Clube com o maior quadro de associados do Brasil não precisa fazê-lo. O Clube com a maior Torcida do Sul do Brasil não precisa fazê-lo. A conclusão do projeto “Gigante para Sempre” é a resposta que a Torcida Colorada dará àqueles que, quarenta e poucos anos atrás, duvidaram de sua capacidade para construir um Estádio dentro d’água.


Colocar em campo um time competitivo e tornar rentável o patrimônio do Clube são os principais deveres de qualquer dirigente esportivo. Abrir mão de qualquer uma dessas competências é uma confissão de fraqueza que não combina com a história do Internacional.

Desde 1931, somos os donos da nossa própria casa, sem dever nada a ninguém. Quando a casa ficou pequena, a Torcida Colorada construiu a nova morada, à custa de muito esforço: cada saco de cimento, cada vergalhão e cada tijolo assentado foi uma oferenda destinada a purgar os pecados de cada vitória não alcançada e de cada título não conquistado. As vitórias vieram, assim como todos os maiores títulos a que um Clube pode aspirar, como que a comprovar o acerto da ousadia de não se contentar em ser apenas maior, quando se pode ser simplesmente Gigante.



Tendo lido a minuta do contrato - mas não os seus Anexos, os quais foram sonegados aos Conselheiros !!! - temos a obrigação de manifestar-nos contrários à parceria proposta. Se não podemos comentar suas cláusulas, cabe-nos mobilizar os associados para que pressionem os Conselheiros, para que a deliberação a ser tomada pelo Conselho reflita a convicção individual de cada Conselheiro quanto ao atendimento dos interesses do Clube, e não o simples pagamento de favores eleitorais. Nesse sentido, o Movimento MAIS INTER idealizou e está integrado ao movimento suprapartidário O BEIRA-RIO É NOSSO!



Por fim convidamos todos os associados para que se dirijam ao BEIRA-RIO nesta quinta-feira, dia 15 de dezembro, a partir das 19 horas para acompanhar a reunião do Conselho Deliberativo, quando os Conselheiros irão decidir o destino de nossa casa pelos próximos 20 anos.

Sócio venha fazer a diferença e participar desse momento tão importante para a história de nosso clube.


VAMOS JUNTOS DIZER: O BEIRA-RIO É NOSSO !!!


MOVIMENTO MAIS INTER

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ENCONTRO "O BEIRA-RIO É NOSSO"

nada é impossível para a torcida COLORADA

CONVITE

Torcedor COLORADO, Os conselheiros abaixo, todos membros da Coordenação da Mobilização " O BEIRA RIO É NOSSO" , convidam a todos os Conselheiros e Sócios que tem a convicção de que a reforma estádio deve ser gestão própria, para a reunião visando troca de informações e posicionamento quanto ao contrato.


A REUNIÃO REALIZAR-SE-Á ÀS 19:30h DO DIA 13 DE DEZEMBRO DE 2011 - TERÇA-FEIRA, NO SALÃO DO JOCKEY CLUB DO RIO GRANDE DO SUL, LOCALIZADO NA AV. DIÁRIO DE NOTICIAS, 750, BAIRRO CRISTAL EM PORTO ALEGRE/RS.


VITÓRIO PIFFERO - IBSEN VALLS PINHEIRO - MÁRIO SÉRGIO MARTINS DA SILVA - - CARLOS RAFAEL DOS SANTOS JÚNIOR - LUIZ FERNANDO SALVATORI ZACHIA - LUIZ ANTONIO LOPES.

SAUDAÇÕES COLORADAS!!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

CHEGA DE EMBROMAÇÃO!

Mato cresceu entre as novas arquibancadas em razão da obra parada


A recente decisão da FIFA de não relacionar Porto Alegre entre as sedes da Copa das Confederações causou muito choro e ranger de dentes entre políticos e empresários gaúchos: os primeiros, pela evidente demonstração de desprestígio e falta de influência; os segundos, pela desagradável sensação de quem tem o pão tirado da boca antes de ter o tempo de mordê-lo.

A quebrar a atmosfera de velório, algumas risadas contidas dos nossos amigos da Azenha, como que saboreando mais um gol na centenária história do gre-Nal. Afinal, desde a escolha do Beira-Rio como sede para a Copa do Mundo, Colorados em geral comemoraram o fato como mais uma prova da pujança de um Clube que, mesmo sediado em um mercado secundário como o Rio Grande do Sul, conseguiu construir um patrimônio superado por poucos clubes no mundo e, no Brasil, somente pelo poderoso São Paulo F.C.

Vale a pena usar o episódio para lembrar que o Beira-Rio é o maior estádio do Sul do Brasil desde 1969, e que só deixou de ser também o melhor trinta anos depois, quando o Atlético Paranaense inaugurou a sua Arena. Mesmo assim, as numerosas reformas realizadas no Beira-Rio nos últimos anos modernizaram significativamente a Casa dos Colorados, até que, em meados de 2007, veio a público um ambicioso plano de remodelamento que tornaria o Beira-Rio um estádio apto a satisfazer todos os exigentes padrões da FIFA, devolvendo o Internacional à posição de vanguarda que acostumou-se a ostentar.

O projeto arrojado eliminaria a antiga Coreia, projetando a arquibancada inferior até o gramado, eliminando o fosso; substituiria os antigos camarotes por modernas suítes, a exemplo das já construídas, e as estenderia por todo o anel intermediário do estádio. A principal vantagem desse projeto está em sua concepção modulada, permitindo a execução das obras sem a necessidade de interdição do estádio, e sobretudo, permitindo ditar o ritmo da reforma conforme as condições financeiras do Clube.

Assim, o fluxo de caixa das obras poderia ser compatibilizado com as necessidades do futebol Colorado: parte do dinheiro da venda de nossos talentos poderia ser destinado à obra. O Beira-Rio seria reformado da mesma forma como foi construído: aos poucos e com os próprios recursos do Internacional.

Esse, ao menos, foi o projeto apresentado pela Diretoria e aprovado pelo Conselho Deliberativo. Nesse meio tempo, o Brasil foi escolhido em outubro de 2007 para realizar a Copa do Mundo de 2014 e o Beira-Rio foi escolhido como uma das doze sedes do torneio. Tudo então mudou de figura, pois, a partir daí, o Internacional não seria mais senhor do tempo da execução da obra, a qual teria de estar pronta com a antecedência exigida pela FIFA. Mesmo assim, o Clube não mudou sua postura e assumiu perante a União, o Estado do Rio Grande do Sul e o Município de Porto Alegre o compromisso de executar as obras necessárias, por conta própria e a tempo para a Copa (segundo o Portal do Governo Federal, as obras do Beira-Rio estarão concluídas em dezembro de 2012...).

A circunstância de estar entre os estádios da Copa abriu para o Internacional a perspectiva da obtenção de alguns benefícios para a execução da obra. Infelizmente, o mesmo governo federal disposto a enterrar centenas de milhões de reais na construção de estádios públicos condenados a virar elefantes brancos após a Copa não abriu créditos para os clubes proprietários de estádios-sedes (ou seja, o Internacional e o Atlético-PR), para os quais as isenções tributárias sobre os bens e serviços necessários às obras constituirão o único incentivo financeiro.

Ante tal cenário, o presidente Vitório Piffero encerrou o seu mandato lambendo as feridas do fiasco perante o tout puissant Mazembe com o ronco das máquinas botando abaixo as arquibancadas do Portão 2. Poucos dias depois, o presidente Giovanni Luigi tomou posse e algo mudou: o ex-secretário Aod Cunha de Moraes, feito ao arrepio do Estatuto o CEO (gerente executivo, para nós que ainda gostamos de falar português) do Internacional, chegou à conclusão de que os números financeiros do Clube não permitiriam que nos lançássemos à empreitada da reforma do Beira-Rio com nossas próprias forças.

Teríamos que negociar a execução da obra com uma empreiteira com capacidade financeira para bancar o investimento, ante a contrapartida da exploração dos novos espaços criados (suítes, sky boxes, garagem, etc.). Felizmente, o Conselho Deliberativo não abriu mão de seu papel fiscalizador e, mesmo tendo autorizado a Diretoria a negociar com a empreiteira – a mesma Andrade Gutierrez responsável pela obra bilionária do Maracanã –, reservou-se o direito de dizer a última palavra sobre o acerto somente à vista do contrato. A todas essas, as máquinas continuaram destruindo as arquibancadas até o mês de junho, quando silenciaram à espera de uma definição do contrato.

O tempo foi passando e foi ficando cada vez mais claro um fato incômodo de admitir: embora represente a maior parte do nosso patrimônio imobiliário, o Estádio Beira-Rio está longe de representar um grande negócio para a Andrade Gutierrez. Para uma empreiteira desse porte, habituada à construção de pontes e hidrelétricas, não impressiona a reforma da Catedral dos Colorados.

O envolvimento da construtora dar-se-á na perspectiva direta dos lucros que possa obter da exploração do patrimônio criado na reforma, e aí a porca parece torcer o rabo: a própria engenharia financeira da execução da obra com recursos próprios do Clube pressupunha, além da venda do antigo Estádio dos Eucaliptos, a venda antecipada das suítes a serem construídas no anel intermediário, a qual não rendeu os frutos esperados. Em suma: o negócio talvez não seja tão bom quanto pensávamos ser.

Mais recentemente, a construtora Andrade Gutierrez divulgou uma nota oficial na qual expôs o modelo de negócio que pretende empregar para a reforma do estádio: a ideia é constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) visando à captação de recursos para a obra. Nesse modelo, a empresa assumirá a responsabilidade por apenas 20% dos investimentos, ficando o restante por conta dos investidores que vierem a associar-se à empreitada.

Nessa perspectiva, a demora na formalização dos compromissos entre o Internacional e a empreiteira parece evidenciar menos eventuais divergências sobre o detalhamento de cláusulas que um verdadeiro impasse sobre a rentabilidade do negócio: para o Clube, à vista do desembolso do dinheiro arrecadado com a venda dos Eucaliptos e dos vultosos investimentos já realizados com o estaqueamento das fundações e com a derrubada e reconstrução de parte das arquibancadas, a cessão dos direitos de exploração econômica de áreas nobres do Complexo Beira-Rio por vinte anos parece constituir remuneração satisfatória (se não excessiva); para a Andrade Gutierrez, isso parece não ser suficiente – e talvez a razão esteja com a construtora, pois se a rentabilidade do negócio fosse assim evidente, os sócios para a constituição da SPE já teriam aparecido e o contrato com o Internacional já teria sido celebrado.

Temos então um impasse, que não será quebrado a menos que o Clube esteja disposto a ceder e a oferecer à empreiteira mais do que originalmente se pensava (afinal, é o Internacional quem está com um estádio semidestruído e pressionado com a perspectiva do descredenciamento para sediar os jogos da Copa do Mundo). Esse impasse tem de ser rompido.

As burras do BNDES estão fechadas para os Clubes, razão pela qual São Paulo mobilizou o poderio do governo do Estado e do Município em favor do futuro estádio corintiano de Itaquera, em um gesto de irresponsabilidade fiscal que levou o Estado do Paraná e o Município de Curitiba a socorrerem a obra da Arena da Baixada. Quanto ao Estado do Rio Grande do Sul e o Município de Porto Alegre, a própria circunstância da construção acelerada da Arena do Grêmio impediria solução semelhante (mesmo que os cofres públicos não estivessem na conhecida situação de penúria). O que fazer, então?

Não há mais tempo a perder com a Andrade Gutierrez: enquanto o Internacional investiu seus próprios recursos, as obras do Beira-Rio avançaram até o estágio atual; desde que resolveu mudar de rumo, só o mato cresceu sob as novas arquibancadas.

A limitação do compromisso da empreiteira com apenas um quinto do investimento contraria a própria lógica que nos levou a trocar o modelo de autofinanciamento pela busca de uma parceira com cacife financeiro para custear o porte da obra. Por isso, chega de embromação: o Clube deve encerrar oficialmente as negociações e voltar a executar as obras por sua própria conta. Evidentemente, o Internacional não dispõe dos recursos necessários para completar o projeto “Gigante para Sempre” a tempo para a Copa do Mundo; contudo, a construção do anel inferior das arquibancadas e a pavimentação do entorno do estádio não parecem estar além das possibilidades do Internacional, ainda que à custa da mobilização dos mais de cem mil associados do maior Clube do Brasil.

A moderna e custosa construção da cobertura de aço pode esperar; o edifício-garagem também (mesmo que essa obra pareça de fácil viabilização à vista do florescimento do negócio de estacionamentos em Porto Alegre). Trata-se tão-somente de dar seguimento às obras de modernização que tanto qualificaram o Estádio Beira-Rio ao longo dos últimos anos, de forma a deixá-lo ainda mais confortável para os torcedores Colorados.

E quanto à Copa do Mundo? Não sei. A FIFA tem muito tempo ainda para descredenciar estádios e sedes (já foi dito que pelo menos quatro cidades estão sobrando...). O que importa é melhorar as condições do Beira-Rio para nosso próprio uso. Se a FIFA considerar essas condições adequadas, ficaremos honrados em receber os jogos da Copa do Mundo em nossa Casa; mas o Internacional não deve e não pode contrair dívidas e alienar seu patrimônio apenas para gozar desse prestígio.

O Estádio Beira-Rio foi construído ao longo de mais de uma década, a partir de milhares de contribuições anônimas de Colorados apaixonados. A mesma paixão que matou no nascedouro há dez anos a ideia de demolir o estádio para a construção de uma arena mostra por quê não podemos insistir com um modelo que nos empatou o ano de 2011 e já nos custou a Copa das Confederações. O Beira-Rio é nosso! E assim deverá continuar.


Fernando Baptista Bolzoni
sou MAIS INTER
Conselheiro do Movimento Mais Inter


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O BEIRA-RIO É NOSSO


Torcedor COLORADO:




Domingo é dia de lotar o BEIRA-RIO, para empurrar o nosso INTER para mais uma vitória e podermos seguir firmes no sonho de voltar a levantar a taça do Campeonato Brasileiro. Sabemos que é difícil, mas não existe impossível para um Clube que é até hoje o ÚNICO CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO, naquele memorável time de Falcão, Valdomiro, Jair, Bira e Benitez, entre outros craques. Jogando na nossa casa, o COLORADO é ainda maior e mais forte.

O MAIS INTER está junto nessa corrente e saúda a decisão da Diretoria de prorrogar o prazo da renovação das carteiras sociais, uma vez que poucos associados as trocaram até agora, o que prenunciava transtornos evidentes. Os pontos do "Paixão Premiada" não empolgaram os associados, evidenciando a fragilidade do plano até aqui, mostrando que planejamento e convicção não são características da atual administração.

Seja pelas redes sociais, seja pelo nosso e-mail, temos recebido diversas manifestações e questionamentos sobre o posicionamento do MAIS INTER e de seus Conselheiros a respeito da novela da reforma do Estádio Beira-Rio. Fíéis ao nosso compromisso com o associado, trazemos a público nossa posição.

É importante salientar que a empreiteira Andrade Gutierrez procurou o INTER por mais de uma vez para apresentar uma proposta na qual assumiria o financiamento, com seus próprios recursos, de todas as reformas previstas no projeto GIGANTE PARA SEMPRE, além da construição de um Centro de Treinamento: a contrapartida seria a cessão, pelo prazo de vinte anos, das receitas com a locação de Suítes, boxes em um edifício-garagem, 5.000 mil cadeiras VIP em localização nobre e lojas construídas no entorno. O INTER ainda repassaria à empreiteira o dinheiro obtido com a venda do Estádio dos Eucaliptos.

A demora na assinatura do contrato e as entrevistas dos atuais dirigentes evidenciam que a empreiteira agora pretende mudar as condições de sua proposta inicial, o que, além de paralisar as obras e diminuir a capacidade do estádio, fez o Beira-Rio perder a indicação como sede da Copa das Confederações. O INTER aceitou negociar os detalhes de uma proposta na qual a parceira assumiria a responsabilidade integral pelo financiamento da obra, mediante as contrapartidas mencionadas. Portanto, é assim que deve ser o contrato. Se a Andrade Gutierrez pretende honrar sua proposta, não entendemos a razão da demora, uma vez que a minuta do contrato nada mais é do que o espelho da proposta. Mas se a empreiteira mudou de ideia e está achando que o negócio não é tão interessante quanto pensava, então o INTER deve dar um ultimato: ou a Andrade Gutierrez honra a proposta feita e firma o contrato naqueles termos, ou o Clube declara encerradas as negociações e reinicia a obra imediatamente, com os próprios recursos reservados para isso, e convoca a Torcida a ajudar. Quem ergueu o GIGANTE DA BEIRA-RIO onde antes só havia água não tem por que assustar-se com o desafio de uma simples reforma.

Exceto pela conquista do Mundial da FIFA, a Catedral dos Colorados foi o cenário de todas as nossas maiores conquistas: duas Libertadores, a Sul-americana, duas Recopas, três Campeonatos Brasileiros e a Copa do Brasil. A nossa casa foi construída com o esforço de milhares de Colorados anônimos: se a Andrade Gutierrez não quiser honrar o compromisso assumido, asseguramos ao Presidente Giovanni Luigi que o MAIS INTER estará ao seu lado para mobilizar a Torcida Colorada para reformar o Estádio que ela mesma construiu. Afinal, O BEIRA-RIO É NOSSO!

Mas neste domingo mais importante que erros administrativos, ou o atraso nas obras é a vitória e luta pelo título do nosso COLORADO, vamos todos apoiar o INTER na luta pelo título do Brasileirão.



Movimento MAIS INTER

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

QUE PARCERIA É ESSA?


O Representante do América-MEX sequer trouxe uma camiseta para a foto,
evidenciando a pouca importância que as outras equipes deram a esta "parceria.




Ainda no dia 20 deste mês, através de entrevista coletiva o INTER anunciou assinatura de convênio de uma parceria com o Atlético de Madrid, Chicago Fire e América do México (chegou a ser ventilado que tal parceria poderá envolver 10 clubes AQUI ), tal parceria envolve trocas no setor administrativo, marketing e no departamento de futebol (veja mais AQUI).

Primeiramente chama atenção o fato de no anúncio não terem sido estipulados prazos, metas, cronograma, ou mesmo sequer estimativa de resultados práticos, ou seja, não há qualquer compromisso de ordem prática para viabilizar tal parceria.

Entendo que essas trocas com outros clubes são importantes, que até mesmos podem render bons frutos, mas será que essa parceria, nos moldes em que vem sendo anunciada tem condições de dar certo? Se não der qual o risco para INTER?

O Primeiro questionamento que ouço aqui e ali quando converso com outros torcedores é “E a parceria com o Toteham?” pois quando foi anunciada ela tinha basicamente os mesmos pontos e prometia os mesmos intercâmbios, até mesmo no que tange ao empréstimo de atletas (compare lendo AQUI), mas na prática não houve qualquer intercâmbio vantajoso para o INTER, e o Toteham ainda tentou levar os Damião por um preço módico em razão desta parceria (o Edu ou o Ilan nenhum parceiro levou e eles oneraram enormemente os cofres do INTER até serem dispensados).

Já a atual parceria envolve, com mais ênfase, o marqueting e uma tentativa de globalização da marca do INTERNACIONAL. Esse ano, e com esse objetivo, realizamos intensa mobilização para jogar a Copa Audi na Alemanha, cujos resultados ficaram aquém do esperado pela falta de capacidade gerencial do INTER (não havia um ponto de venda de produtos do INTER na Alemanha, por exemplo).

A globalização de nossa marca tem a natural dificuldade que enfrentam os clubes sul-americanos (embora o Santos, Flamengo e Boca Jrs, por exemplo, sejam mundialmente conhecidos), mas também se dá pela incapacidade da atual administração (em especial o marqueting) de viabilizar tal globalização.

Se tomarmos como exemplo a Copa Audi,vamos ver que nossos dois jogos foram transmitidos para quase uma centena de países, mas de que adianta isso se a Reebook não vende camisas do INTER fora do Rio Grande do Sul. É pouco significativo que nosso jogo tenha passado na TV em países como Austrália e Coréia, se lá não há produtos do INTER (diferente do que acontece com Santos e Boca Jrs, por exemplo).

É necessário que o INTER force a fornecedora de material esportivo viabilizar a globalização de nossa marca e não apenas vender para àqueles que já são nossos torcedores, pois assim é indiferente que nossa fornecedora de material esportivo seja a Reebok ou a Perusso, se as vendas ficarão cingidas as lojas do INTER, internet e lojas de material esportivo onde haja forte colônia de gaúchos.

Outra coisa que chama a atenção é que foi anunciado que poderia haver uma reciprocidade no comércio de produtos dos clubes, ou seja, na loja do INTER venderíamos material esportivo dos parceiros e eles venderiam nosso material em suas lojas, colaborando assim com a possibilidade de venda em outros continentes.

É curiosa essa idéia quando se pensa na quase impossibilidade de sua execução, uma vez que a loja do INTER (localizada no estádio Beira-Rio) pertence a Reebok, eles tem a propriedade da loja e lá só vendem seus produtos (se a Nike lançar uma chuteira do Damião ela não será vendida na loja do INTER no Beira-Rio). Levando-se em conta que os parceiros já anunciados tem a NIKE e a ADIDAS como fornecedor de seu material esportivo, fica difícil imaginar que a Reebok vai vender em loja sua produtos de uma marca rival, seria como imaginar o INTER permitir que a os painéis de publicidade do Beira-Rio tragam a marca de times de segunda divisão como gfpa e corinthians, ou seja, impossível de acontecer.

Alguns poderão argumentar que essa parceria se dará nas lojas virtuais, havendo apenas uma facilitação na logística. Ora, como os sócios sabem o site LOJADOINTER agora pertence ao grupo COMPRAFACIL.COM e não há cláusula no contrato que os obrigue a vender determinados produtos, não podendo a gestão impor essa venda. Haverá então uma negociação direta com as fabricantes de material esportivo, sem que o INTER possa ser determinante nessa transação comercial (aliás pelo site do INTER já é possível comprar camisetas de outros times com 10% de desconto para os sócios).

Mas esses exemplos talvez sirvam para que os atuais dirigentes reflitam sobre a terceirização da exploração do negócio envolvendo a marca do INTER (seja a loja real e virtual, seja o estádio ou como já se anuncia o gigantinho).

Quanto a parceria em si, tenho a nítida impressão de que se trata de um factóide, onde se superdimensionou uma mera carta de intenções, cujos resultados práticos são incertos (me arrisco a dizer que serão insípidos, incolores e inodoros), talvez para desviar a atenção do futebol, em um momento em que nosso time tem resultados muito aquém do que espera para um clube com a grandeza do INTERNACIONAL, em uma competição tão importante quanto o campeonato brasileiro.

André Flores
sou MAIS INTER